Ai ai
Pois então.
Ando meio descontente com essas minhas incursões no mundo artístico carioca. É.
Ficaram literalmente todas as apostas na Ópera do Malandro.
Entonces, amigas, narrarei, narrarei com exímio cuidado...
Ontém eu fui ao Municipal, assistir à ópera Macbeth, de Verdi. Fui a convite do meu queridíssimo amigo Artur-tutuia, cuja foto se apresenta formosamente em pequeno espaço de nosso império cibernético, para citar a expressão já utilizada pela Marina.
Antes de mais nada, vejam aqui uma matéria sobre a Ópera, que estréia na próxima sexta...
Pois bem.
Minimizando a descrição da experiência em si para tentar pôr em evidência o todo da ópera.
Um primeiro movimento musical com cortinas fechadas e, de repente, eis que se ilumina o palco e podemos ver uma espécie de teia de aranha em cujo o centro se encontra a primeira bailarina. Sim!, penso eu, vim ver uma ópera! Mas...? Raios! - e, portanto, logo de início fico assustada.
Minha primeiríssima impressão do cenário é a pior possível- e, portanto, muy difícil descrevê-la. Vemos uma teia de aranha afixada diretamente no chão e circundada por uma faixa vermelha. É quase que uma placa de trânsito. Ao fundo, percebemos uma transparência em que se projeta um fogo simétrico (dito "flopado" pelos mais entendidos) e repetitivo, entrepassada por ripas que simulam lanças - para mim, estava mais para "pega vareta"...
A opereta começa com a apresentação de Duncan e Macbeth. Aparentemente ambos entam em contato com os "espíritos do inferno" e Macbeth logo mergulha em sua famosa egotrip.
(todos os leitores desse site são muy cultos, por isso permito-me não explicar a trama...)
Ressalvas, muitas ressalvas sejam feitas a cantoria de Lady Macbeth. Por contraste, é ela a melhor intérprete. Sua voz reverbera de uma maneira impressionante e, se não fosse pelo tropeço em fins do primeiro ato, eu teria fica impressionada. But I am not easily impressed, como diria o outro...
Então. Entra ato e sai ato e o cenário só piora. Um imenso pano xadrez põe em evidência o trono real ou então uma nova versão do "pega-varetas", devidamente cortada por uma odiosa reta vermelho-sangue, surgem em minha cabeça. Fiquei tão abismada com a visão que decidi trazer para esse espaço as palavras dele-próprio-o-diretor, Sergio Britto:
"- Nunca vi uma montagem que fizesse claramente essa opção expressionista. Mas apostei na idéia, já que Macbeth é uma história que fala do inconsciente, de fantasias e desejos. Não fazia sentido uma representação naturalista, que apostasse no melodrama. Mas, no fim, acabamos sendo bem realistas, já que a encenação revela o que os personagens sentem de verdade, aquilo que está oculto pela aparente realidade."
Ora-meu-senhor-jesus! Simplesmente plantar retas vermelhas por aí não significa provocar um efeito "expressionista"... Principalemte se as retas contracenam com um figurino bem-comportado à la século XVI. Enfim. São muitas críticas.
To be continued
Ando meio descontente com essas minhas incursões no mundo artístico carioca. É.
Ficaram literalmente todas as apostas na Ópera do Malandro.
Entonces, amigas, narrarei, narrarei com exímio cuidado...
Ontém eu fui ao Municipal, assistir à ópera Macbeth, de Verdi. Fui a convite do meu queridíssimo amigo Artur-tutuia, cuja foto se apresenta formosamente em pequeno espaço de nosso império cibernético, para citar a expressão já utilizada pela Marina.
Antes de mais nada, vejam aqui uma matéria sobre a Ópera, que estréia na próxima sexta...
Pois bem.
Minimizando a descrição da experiência em si para tentar pôr em evidência o todo da ópera.
Um primeiro movimento musical com cortinas fechadas e, de repente, eis que se ilumina o palco e podemos ver uma espécie de teia de aranha em cujo o centro se encontra a primeira bailarina. Sim!, penso eu, vim ver uma ópera! Mas...? Raios! - e, portanto, logo de início fico assustada.
Minha primeiríssima impressão do cenário é a pior possível- e, portanto, muy difícil descrevê-la. Vemos uma teia de aranha afixada diretamente no chão e circundada por uma faixa vermelha. É quase que uma placa de trânsito. Ao fundo, percebemos uma transparência em que se projeta um fogo simétrico (dito "flopado" pelos mais entendidos) e repetitivo, entrepassada por ripas que simulam lanças - para mim, estava mais para "pega vareta"...
A opereta começa com a apresentação de Duncan e Macbeth. Aparentemente ambos entam em contato com os "espíritos do inferno" e Macbeth logo mergulha em sua famosa egotrip.
(todos os leitores desse site são muy cultos, por isso permito-me não explicar a trama...)
Ressalvas, muitas ressalvas sejam feitas a cantoria de Lady Macbeth. Por contraste, é ela a melhor intérprete. Sua voz reverbera de uma maneira impressionante e, se não fosse pelo tropeço em fins do primeiro ato, eu teria fica impressionada. But I am not easily impressed, como diria o outro...
Então. Entra ato e sai ato e o cenário só piora. Um imenso pano xadrez põe em evidência o trono real ou então uma nova versão do "pega-varetas", devidamente cortada por uma odiosa reta vermelho-sangue, surgem em minha cabeça. Fiquei tão abismada com a visão que decidi trazer para esse espaço as palavras dele-próprio-o-diretor, Sergio Britto:
"- Nunca vi uma montagem que fizesse claramente essa opção expressionista. Mas apostei na idéia, já que Macbeth é uma história que fala do inconsciente, de fantasias e desejos. Não fazia sentido uma representação naturalista, que apostasse no melodrama. Mas, no fim, acabamos sendo bem realistas, já que a encenação revela o que os personagens sentem de verdade, aquilo que está oculto pela aparente realidade."
Ora-meu-senhor-jesus! Simplesmente plantar retas vermelhas por aí não significa provocar um efeito "expressionista"... Principalemte se as retas contracenam com um figurino bem-comportado à la século XVI. Enfim. São muitas críticas.
To be continued

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